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Museu Ferroviário O Prédio da Estação A sede da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, que hoje abriga o Museu Ferroviário de Juiz de Fora, foi construída para substituir a primeira estação, inaugurada no final do século XIX. Edificado em padrões ecléticos, o prédio apresenta em sua fachada uma prevalência de elementos da arquitetura clássica, como frontões triangulares, pilastras no pavimento superior; janelas e portas do térreo encimadas por bandeiras em arco pleno. A técnica construtiva empregada é a alvenaria de tijolos maciços, laje de concreto armado entre os dois pavimentos e telhado em estrutura de madeira, coberto com telhas francesas. No projeto original, o pavimento térreo abrigava a sala do agente e do telégrafo, o armazém, os sanitários, a sala das senhoras e o bar. Já no andar superior havia a casa do agente da estação. No entanto, ao longo dos anos, a construção sofreu várias reformas que modificaram a concepção original. No ano de 1977, o prédio da Estrada de Ferro Leopoldina ganhou dois corpos laterais no pavimento superior, onde localizavam-se os terraços da casa do agente. Na mesma reforma, a maioria das portas de acesso externas foi transformada em janelas, a escada para o pavimento superior foi eliminada, uma nova escada foi construída no hall principal e as divisões internas foram totalmente reformuladas. Uma nova obra de adaptação foi implementada em 1985, quando o prédio passou a abrigar o Núcleo Histórico Ferroviário. No térreo foram ambientadas as salas de ex-posição do acervo ferro-viário, enquanto no pavimento superior foram instalados o Centro de Documentação, a Sala de Exposição Temporária, a Galeria de Arte e a Administração do Núcleo. Em 1999, por meio de um convênio celebrado entre a RFFSA e a Prefeitura de Juiz de Fora, a Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage - FUNALFA assumiu a administração do espaço que passa a se chamar Museu Ferroviário de Juiz de Fora. As diretrizes implantadas são a dinamização das ações de natureza turístico-cultural e educacional, particularmente aquelas relacionadas com a preservação, valorização e difusão do patrimônio, da memória e das tradições ferroviárias. Dentro desse processo de revitalização, o Museu Ferroviário passou por novas intervenções, como a troca do piso, nova pintura,conservação e restauração de peças, reforma do anfiteatro, além de ganhar telas de proteção e jardins. O acervo foi reorganizado e agora está disposto de forma didática, em vitrines, painéis e ambientes cenográficos. |
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