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Conheça Juiz de Fora | Paço Municipal | Alfredo Ferreira Lage Fundada em 14 de setembro de 1978, a Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage - FUNALFA, primeira fundação municipal no setor cultural criada em Minas Gerais, busca a inovação, a integração, o resgate do patrimônio artístico e a revitalização do pioneirismo de Juiz de Fora como dinâmico núcleo de cultura. Ao investir na realização de atividades múltiplas e ao assegurar o compromisso com a arte na perspectiva de um desafio democrático, a FUNALFA promove a valorização do setor cultural na cidade e na região, polarizada por Juiz de Fora.
O resgate de bens essenciais, como o Museu Mariano Procópio, o Cine-Theatro Central, o Centro Cultural Bernardo Mascarenhas e a Biblioteca Municipal Murilo Mendes, tem revelado a importância do papel da FUNALFA como agente de transformações culturais e projetado Juiz de Fora como pólo das artes nas suas mais diversas manifestações. A reativação em novas bases do Projeto Cultural Murilo Mendes, através da aplicação com transparência dos recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, vem apontando a perspectiva da retomada da efervescência artística e a ampliação de recursos para a Lei Murilo Mendes, em 2001, e motivando ainda mais a produção cultural. A Prefeitura de Juiz de Fora, por intermédio da FUNALFA, tem ainda ampliado o apoio às iniciativas de entidades culturais e comunitárias, viabilizando a consecução de cursos e de eventos, como o suporte à realização do Festival Internacional de Música Colonial e Música Antiga, promovido pelo Centro Cultural Pró-Música e ao Festival Internacional Scala de Música, produzido pela Scala Escola de Música. Juiz de Fora também recebe o Festival Internacional do Folclore, organizado pelo Conselho Internacional do Folclore, promovendo o intercâmbio entre diversos países. A FUNALFA tem ainda incentivado campanhas de estímulo à solidariedade e à cidadania, implementadas numa perspectiva de inclusão social.
A Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage está empenhada na divulgação e na circulação de idéias e tem procurado editar revistas, jornais, folders e vídeos, recuperando aspectos da memória cultural de Juiz de Fora e de sua gente, ampliando o acesso à informação para a comunidade. Junto com a Secretaria Municipal de Educação, a FUNALFA vem desenvolvendo o Projeto Descobrir, visando a integrar arte e cultura para as escolas da rede de ensino na cidade.
O prédio do Paço Municipal, ou Repartições Municipaes, tombado pelo município, em 19 de janeiro de 1983, constitui, juntamente com o edifício do Antigo Fórum e com os remanescentes do Parque Halfeld, um ambiente que remonta a uma parcela do passado de Juiz de Fora, representando assim um referencial histórico marcante. Projetado pelo arquiteto Rafael Arcuri, autor de refinados trabalhos em Juiz de Fora, o imóvel está situado na esquina da Av. Barão do Rio Branco com a Rua Halfeld. O núcleo original, voltado para a Av. Barão do Rio Branco, foi construído em 1918. A primeira ampliação ocorreu em 1934 na fachada lateral, mantendo-se as mesmas características arquitetônicas do existente, e que resultou na configuração atual do prédio. A última ampliação deu-se em 1944, na área interna. O edifício de dois pavimentos segue o estilo eclético com reminiscências neoclássicas e apresenta exuberante ornamentação, além de movimentado jogo de elementos salientes e reentrantes nas fachadas. Recursos de composição horizontal e vertical foram amplamente utilizados, objetivando o perfeito equilíbrio e harmonia das proporções, assim como nas Ordens Arquitetônicas.
Apresenta planta chanfrada, solução típica de implantação presente nas construções da cidade, com a valorização da fachada localizada no encontro de dois logradouros. O tratamento dispensado ao chanfro confere monumentalidade ao conjunto. Ali, situa-se a entrada principal do edifício, com porta de madeira trabalhada em duas folhas e bandeira em arco pleno emoldurada. A porta é ladeada por colunetas dóricas sobre pedestal e protegida pelo balcão circular em balanço apoiado em mísulas enormes que acompanham seu formato. Essas terminam em volutas estilizadas e recebem decoração livre lateralmente e em toda a face inferior, com folhas de acanto em cascata. O acesso ao balcão, na verdade um templete, acontece por uma porta de madeira e vidro com bandeira fixa, tal qual a das janelas. Está ladeada por pilastras com capitéis jônicos e possui sobreverga acimalhada, com um frontão triangular. O templete é protegido por guarda-corpo em balaustrada e segmentado por pilaretes que apóiam colunas jônicas que sustentam o entablamento, a platibanda em balaustrada e o torreão ricamente decorado e coroado por cúpula ogival. Destaca-se, aqui, o relógio embutido, encimado por frontão interrompido com volutas e ornatos de estuque. As fachadas são constituídas por dois tipos diferentes de tramos, um central, valorizado pelo formato em arco pleno da verga do 2º pavimento e da platibanda e das janelas tripartidas e dois outros laterais com janelas de vergas retas. A fachada para a Av. Barão do Rio Branco é constituída por três tramos e para a Rua Halfeld são cinco tramos.
Nos módulos laterais, existem dois vãos, delimitados por colunas com capitéis dóricos, onde as janelas de peitoril de madeira, altas e grandes do térreo, são coroadas por báscula de mezanino com caixilho circular. No primeiro pavimento, os balcões com bala- ustrada entalada apóia as colunas com capitéis jônicos que mar- cam os vãos das janelas. Estas são de madeira e vidro com bandeira e verga reta perfilada. Na sobreverga há pequenos pila- retes decorados ligados por guirlandas. A fachada é coroada por platibanda, ora em balaustrada ora cega, que se prolonga por toda a edificação, apresentando as seguintes características: a balaustrada é seccionada por robustos pilaretes - decorados com emblema ornamentado por guirlandas que se ligam a grandes volutas - que mostram aos olhares mais atentos forte movimento de vetores ascendentes que rompem a frontalidade da face do pilarete. Cada pilarete recebe uma cartela com monograma RM; a platibanda cega, (retilínea, curva e retilínea) é decorada por quadros de estuque e friso superior ressaltado. Na ornamentação, o arquiteto utilizou formas que acompanham o desenho resultante do movimento da platibanda. Dessa forma, temos no centro um círculo emoldurado, com escultura em alto relevo e com a inscrição PÁTRIA ET CIVITAS. Na parte superior da moldura do círculo, está estampada a inscrição MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA e, na parte inferior, a data da emancipação do município, 31 de MAIO de 1850.
A Villa Lage, residência dele e da mulher em Juiz de Fora, abrigava já precioso acervo. Foi preciso ampliar o espaço disponível para acolher as peças do dono e colecionador. Alfredo tornou-se um dos mecenas de Juiz de Fora. Seu completo laboratório fotográfico foi transferido também para a Villa. Foi presidente do Photo Club do Rio de Janeiro. Jornalista, foi incorporador da Empresa d'O Pharol. Doou à cidade, em 1936, o Museu Mariano Procópio, sob a supervisão da Sociedade Conselho de Amigos do Museu Mariano Procópio. Morreu em 1944. No ano de 1978, a municipalidade criou a Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa). |
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